quarta-feira, 15 de junho de 2011

GOSTO DAS PEDRAS DA CALÇADA

Ok, sou do tipo de pessoa, que acha sempre que pode gastar menos do que gasta, então quando de manhã tenho de distribuir a massa pelo pessoal, percebo sempre que não chega.
Atrasada, desço a minha rua a pé dirigindo-me ao multibanco, é preciso mais, como ainda não tomei café, fixo os olhos no chão e vou sem ver nada por ai adiante, nem percebo a beleza do sitio onde ponho os pés um chão de calçada, mais tarde enquanto tento reflectir no que a vida me dá (sempre a mais do que eu lhe dou a ela), lembro-me do chão que pisei e não vi, um chão lindo de calçada portuguesa em forma de passeio.
No passeio da minha rua onde há tanta historia para contar, imensas pedrinhas brancas lembram-me outros chãos que também já pisei de calçada portuguesa, elaborados, desenhados e reportando-me a um tempo a perder de vista, sim, gosto de calçada portuguesa!



A calçada portuguesa ou mosaico português
É o nome consagrado de um determinado tipo de revestimento de piso utilizado especialmente na pavimentação de passeios e dos espaços públicos de uma forma geral. Este tipo de passeio é muito utilizado em países lusófonos.
A calçada portuguesa resulta do calcetamento com pedras de formato irregular, geralmente de calcário e basalto, que podem ser usadas para formar padrões decorativos pelo contraste entre as pedras de distintas cores. As cores mais tradicionais são o preto e o branco, embora sejam populares também o castanho e o vermelho. Em certas regiões brasileiras, porém, é possível encontrar pedras em azul e verde. Em Portugal, os trabalhadores especializados na colocação deste tipo de calçada são denominados mestres caceteiros.
A calçada portuguesa, tal como o nome indica, é originária de Portugal, tendo surgido em meados do século XIX. Esta é amplamente utilizada no calcetamento das áreas pedonais, em parques, praças, pátios, etc.

A calçada portuguesa, conforme a conhecemos, foi empregada pela primeira vez em Lisboa no ano de 1842. O trabalho foi realizado por presidiários (chamados "grilhetas" na época), a mando do Governador de armas do Castelo de São Jorge, o Tenente-general Eusébio Pinheiro Furtado. O desenho utilizado nesse pavimento foi de um traçado simples (tipo zig-zag) mas, para a época, a obra foi de certa forma insólita, tendo motivado cronistas portugueses a escrever sobre o assunto. Em O Arco de Sant'Ana, romance de Almeida Garrett, também a calçada seria referida, tal como em Cristalizações, poema de Cesário Verde.
Após este primeiro acontecimento, foram concedidas verbas a Eusébio Furtado para que os seus homens pavimentassem toda a área da Praça do Rossio, uma das zonas mais conhecidas e mais centrais de Lisboa, numa extensão de 8.712 m².
A calçada portuguesa rapidamente se espalhou por todo o país e colónias, subjacente a um ideal de moda e de bom gosto, tendo-se apurado o sentido artístico, que foi aliado a um conceito de funcionalidade, originando autênticas obras-primas nas zonas pedonais. Daqui, bastou somente mais um passo, para que esta arte ultrapassasse fronteiras, sendo solicitados mestres calceteiros portugueses para executar e ensinar estes trabalhos no estrangeiro.
Em 1986, foi criada uma escola para calceteiros (a Escola de Calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa), situada na Quinta Conde dos Arcos. Da autoria de Sérgio Stichini, em Dezembro de 2006, foi inaugurado também um monumento ao calceteiro, sito na Rua da Vitória (baixa Pombalina), entre as Rua da Prata e Rua dos Douradores.










fonte das fotos: nossoskimbos Veja muitos maos exemplos na fonte.

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